O termo francês déjà vu significa, literalmente, “já visto”. Quem já o teve descreve-o como uma sensação de familiaridade com algo que, aparentemente, está sendo experimentado ou vivenciado pela primeira vez. Por exemplo, você está visitando um paÃs pela primeira vez. Ao visitar um determinado local, subitamente tem a impressão de que já esteve lá antes. Talvez você esteja jantando com um grupo de amigos, falando sobre algum tema polÃtico atual, quando tem a sensação de que já vivenciou esse momento – os mesmos amigos, o mesmo jantar, o mesmo assunto.
O fenômeno é bastante complexo e há muitas teorias sobre a razão pela qual isso acontece. O estudioso suÃço Arthur Funkhouser sugere que há várias “experiências déjà ” e afirma que, para estudar melhor o fenômeno, é preciso perceber as nuances entre as experiências. Nos exemplos citados acima, Funkhouser descreveria o primeiro incidente como déjà visite (“já visitado”) e o segundo, como déjà vecu (“já vivenciado”).
Setenta por cento da população diz ter vivenciado alguma forma de déjà vu. Um número maior de incidentes ocorre na faixa etária que fica entre os 15e os 25 anos.
É conhecido que o cérebro possui vários tipos de memória, como a memória imediata, responsável, por exemplo, da capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito, e logo em seguida esquecê-los; a memória de curto prazo, que é aquela que dura algumas horas ou dias, mas que pode ser consolidada; e a memória de longo prazo, que dura meses ou até anos, exemplificada pelo aprendizado de uma lÃngua.
O déjà vu acontece quando por uma falha no cérebro, os fatos que estão acontecendo são armazenados diretamente na memória de longo ou médio prazo, sem passar pela memória imediata. Isso nos da a sensação que o fato já ocorreu.
Normalmente usado como ‘já visto’ ou ‘já vivido. Déjà vécu refere-se a uma ocorrência que envolve mais do que a mera visão, pelo que é incorreto classificá-lo como “déjà vu”. A sensação é muito detalhada, o sentimento é de que tudo é exatamente como foi anteriormente, por isso, as teorias que advogam que a situação teria sido lida previamente ou vivida numa vida anterior são inválidas, uma vez que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exatidão seja devido à falta de sentido do envolvimento seja pela presença de um ambiente moderno.
Esse fenômeno especifica algo “já sentido”. Mas sem o mesmo sentido de déjà vécu, déjà senti é primeiramente ou igualmente exclusivo para um acontecimento mental, sem aspectos precognitivos, e raramente, permanece na memória da pessoa logo depois.
Essa sensação é menos comum e envolve um estranho conhecimento de um novo lugar. Quem passa por essa situação, pode conhecer tudo a sua volta em uma cidade que nunca tenha visitado antes. E ao mesmo tempo saber que isso não seria possÃvel.
Sonhos, reencarnação e até uma “viagem fora do corpo” não estão excluÃdas da lista de possÃveis explicações para esse fenômeno. Alguns acreditam que ler um informativo detalhado sobre um lugar pode causar este sentimento quando se visita esse local mais tarde.
Para diferenciar o dejà visité do dejà vécu, é importante identificar a causa da sensação. Déjà vécu é uma referência a ocorrências e processos temporais. Enquanto déjà visité tem mais ligações a dimensões geográficas e espaciais.